Agroflor participa da 2ª edição do Caatinga Climate Week com intercâmbio agroecológico em Bom Jardim – PE.

A Associação de Agricultores e Agricultoras Agroecológicos(as) de Bom Jardim (Agroflor) integrou a programação da 2ª edição do Caatinga Climate Week, iniciativa do Centro Sabiá e do Instituto Socioambiental (ISA), realizada de 1 a 3 de julho de 2026. Com o tema “A Caatinga falando para o mundo”, o encontro reuniu comunidades, pesquisadores, organizações da sociedade civil e lideranças tradicionais para qualificar o debate sobre soluções climáticas no Semiárido, fortalecendo agendas de adaptação, conservação da sociobiodiversidade e promoção da justiça climática.

No dia 2 de julho, a Agroflor sediou o intercâmbio “Floresta de Alimentos” em seu território de identidade, proporcionando um espaço de aprendizado coletivo sobre práticas agroecológicas que conciliam produção, conservação do solo e da água, e aumento da resiliência dos agroecossistemas à variabilidade climática.

Foi promovida uma roda de conversa na sede da Agroflor, com partilha de experiências sobre manejo de agroecossistemas, transição agroecológica e comercialização solidária, além de abordar os desafios e perspectivas da Instituição ao longo dos anos. Em seguida, houve visitas técnicas às propriedades dos associados Seu Zê de Tonha, Rafael e Pedro, onde foram observadas tecnologias sociais e práticas de base agroecológica, como cultivos em curva de nível, consórcios culturais, beneficiamento de produtos da agricultura familiar, adubação verde, cobertura morta e manejo integrado da paisagem.

As visitas evidenciaram a importância do desenho de sistemas diversificados, inspirados na dinâmica das florestas de alimentos, para ampliar a oferta de alimentos saudáveis, proteger a biodiversidade local e aumentar a capacidade de retenção hídrica e fertilidade dos solos.

Finalizando o momento com um painel de especialistas, em que agricultores e agricultoras, convidados e representantes institucionais puderam compartilhar experiências e dialogar sobre a convivência com o Semiárido. Os intercâmbios favorecem a troca horizontal de saberes entre agricultores e agricultoras, validando conhecimentos locais e estimulando a inovação adaptada ao contexto do Semiárido. Acelerando a adoção de práticas agroecológicas ao permitir a observação em campo de soluções técnicas, seus custos, resultados e desafios. Fortalecendo também redes de cooperação, criando vínculos entre famílias, associações e parceiros institucionais que sustentam processos de formação continuada.

A Agroflor reafirma seu compromisso com a promoção da agroecologia, o fortalecimento da agricultura familiar e a construção de territórios resilientes às mudanças do clima. Seguiremos investindo em processos formativos, intercâmbios e parcerias que valorizem a sociobiodiversidade e garantam alimentos saudáveis para as comunidades de Bom Jardim e região.

Um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz.

Publicado dia: 09/07/2026.

AGROFLOR sedia Encontro Territorial do Agreste Setentrional e fortalece mobilização para o Projeto Mutirão.

Representantes da sociedade civil, instituições públicas e lideranças territoriais discutiram estratégias para ampliar as ações da Economia Solidária no Agreste Setentrional de Pernambuco.

A sede da AGROFLOR, em Bom Jardim (PE), recebeu no dia 3 de junho o Encontro Territorial do Agreste Setentrional de Pernambuco, reunindo 26 participantes entre representantes da sociedade civil, instituições públicas e lideranças políticas da região. O objetivo principal foi apresentar o Projeto Mutirão e definir os encaminhamentos para a participação do território no evento de lançamento da iniciativa, que ocorreu no dia 12 de junho.

A abertura do encontro foi conduzida pela coordenadora-geral da AGROFLOR, Eliene Hermínio, que destacou a importância da união e da participação coletiva para o fortalecimento das ações territoriais. Ao longo da programação, os participantes debateram desafios e oportunidades para a agricultura familiar, as feiras agroecológicas e a ampliação das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável.

Um dos destaques da atividade foi a participação virtual de Maria Severina (Nina), integrante do Comitê Gestor do Projeto Mutirão. Durante sua fala, ela apresentou o histórico de construção da iniciativa, resultado de um processo coletivo iniciado em 2023 e viabilizado por meio de emenda parlamentar destinada ao fortalecimento da Economia Solidária em Pernambuco.

Nina explicou que o projeto atuará em diversos territórios do estado, promovendo oficinas de planejamento, monitoramento, comunicação e acesso a mercados, além da realização de uma plenária estadual para avaliação e articulação das ações desenvolvidas. Também ressaltou que o Mutirão permanecerá aberto à participação de organizações, grupos e empreendimentos que atuam ou dialogam com a Economia Solidária.

Na sequência, João Ribeiro e Paulo Bandeira aprofundaram a apresentação do Projeto Mutirão, abordando seus objetivos estratégicos, princípios metodológicos e propostas para fortalecer as redes territoriais de cooperação, a autogestão e o desenvolvimento sustentável. A discussão também reforçou a necessidade de ampliar a organização dos agricultores familiares e criar condições para agregar valor e ampliar a comercialização da produção local.

Durante os debates, os participantes destacaram a importância da mobilização de agricultores, agricultoras, artesãos, agentes culturais e gestores públicos para fortalecer as iniciativas de Economia Solidária no território. Também foram levantadas propostas voltadas à ampliação do acesso à informação e ao acompanhamento das políticas públicas destinadas à agricultura familiar.

Como encaminhamento do encontro, foram definidos os representantes do Agreste Setentrional que participaram do lançamento oficial do Projeto Mutirão, fortalecendo a presença do território na construção das ações estaduais da Economia Solidária.

O Encontro Territorial reafirmou o compromisso das organizações e lideranças locais com a construção coletiva de alternativas de desenvolvimento que promovam inclusão produtiva, geração de renda, valorização da agricultura familiar e fortalecimento da Economia Solidária em Pernambuco.

Redação: Eliane Nery e Glaydson Queiroz.

Publicado dia: 19/06/2026.

Agroflor abre seleção N°001/2026 para contratação de colaboradores(as).

A ASSOCIAÇÃO DOS AGRICULTORES E AGRICULTORAS AGROECOLÓGICOS DE BOM JARDIM – AGROFLOR, organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede na Avenida Presidente Castelo Branco, nº 120, Vila Noelândia, Bom Jardim, Pernambuco, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 03.596.406/0001-77, torna público que realizará processo seletivo simplificado para contratação de pessoal por prazo determinado, em regime da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, para atuação em atividades institucionais, observadas as normas do presente edital.

No uso de suas atribuições legais a AGROFLOR, por meio de sua Coordenação, torna público que estão abertas as inscrições para o processo seletivo simplificado para a contratação de 01 (um) Assistente Administrativo/Financeiro e 01 (um) Assistente Técnico Agrícola.

CRONOGRAMA
 Período de inscrições: [08/05/2026 a 13/05/2026]
 Entrevistas: [14/05/2026]
 Resultado final: [15/05/2026]
 Previsão de início: [18/05/2026]

Para mais informações acesse o edital completo da seleção.

Um mundo melhor é possível!

A Agroflor iniciou os procedimentos para a execução de um importante projeto de acesso à água no Estado, integrando a política pública de convivência com o semiárido promovida pelo Governo de Pernambuco.

A iniciativa faz parte do projeto estadual de construção de cisternas, que contará com um investimento total de R$40 milhões. Os recursos são executados por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, do Governo Federal. O objetivo é a construção de aproximadamente 4,6 mil cisternas em 38 municípios pernambucanos afetados pela estiagem, ampliando o acesso à água para consumo humano e produção de alimentos.

A seleção dos municípios contemplados foi realizada a partir de critérios técnicos estabelecidos pelo Governo Federal, considerando especialmente o grau de vulnerabilidade das populações rurais e priorizando localidades ainda não atendidas pelo Programa Cisternas. O projeto está estruturado em diferentes lotes, distribuídos entre organizações da sociedade civil habilitadas para sua execução.

Nesse contexto, a Agroflor foi contemplada com o Lote 3, que prevê a implantação de tecnologias sociais de acesso à água para consumo humano, sendo esta, a cisterna de placas com capacidade para 16 mil litros. A atuação abrangerá municípios das regiões da Mata Sul, Agreste Central e Agreste Setentrional de Pernambuco, incluindo Carpina, Casinhas, Chã Grande, Cupira, Frei Miguelinho, Limoeiro, Pombos, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Tracunhaém.

Os demais lotes do projeto estão sob responsabilidade de outras organizações selecionadas, que também atuarão na construção de cisternas com diferentes capacidades, incluindo modelos de 52 mil litros, ampliando o alcance das ações e atendendo às diversas necessidades das comunidades beneficiadas.

Com duração prevista de 12 meses, o projeto tem como principal objetivo promover a segurança hídrica e melhorar a qualidade de vida de famílias em situação de vulnerabilidade social afetadas pela seca no Estado. Nesta etapa inicial, as atividades estão concentradas na formação das comissões municipais e no processo de seleção das famílias que serão beneficiadas. As comissões desempenham um papel estratégico, pois permitem identificar as demandas locais, reconhecer potencialidades e orientar a implementação de ações mais eficazes e alinhadas à realidade de cada território.

Nesta primeira etapa, 5 comissões municipais foram formadas para dar início às atividades nos territórios, sendo estas, as comissões de Casinhas, Frei Miguelinho, Limoeiro, Carpina e Tracunhaém, possibilitando o diálogo por etapa, ficando os demais municípios para as próximas fases do projeto.

Um mundo melhor é possível! 

AGROFLOR – Associação dos Agricultores e Agricultoras Agroecológicos(as) de Bom Jardim torna pública a celebração de parceria com o Programa Bom Prato, voltada ao fortalecimento das cozinhas solidárias no Estado de Pernambuco.

A AGROFLOR, localizada no Agreste Setentrional de Pernambuco, é uma instituição com reconhecida atuação na produção e distribuição de alimentos saudáveis, oriundos de sistemas produtivos sustentáveis. Constituída integralmente por famílias agricultoras, a entidade desenvolve ações voltadas à promoção e difusão de práticas agroecológicas, contribuindo para a segurança e a soberania alimentar, bem como para o fortalecimento da economia local. Nesse contexto, a instituição passa a integrar o processo de ampliação e fortalecimento das cozinhas solidárias em Pernambuco.

Em conformidade com a legislação aplicável às transferências de recursos por meio de Termos de Colaboração e Termos de Fomento, especialmente a Lei Federal nº 13.019/2014 (MROSC) e o Decreto Estadual nº 44.474/2017, a AGROFLOR – Associação dos Agricultores e Agricultoras Agroecológicos(as) de Bom Jardim, inscrita no CNPJ sob o nº 03.596.406/0001-77, com sede na Avenida Presidente Castelo Branco, nº 120, Vila Noelândia, no município de Bom Jardim/PE, torna público o início da execução do projeto Cozinhas Solidárias em Pernambuco, com termo de fomento de Nº 021/2025.

O projeto tem por finalidade o fornecimento de gêneros alimentícios e insumos necessários à preparação de refeições regulares em quatro cozinhas solidárias, localizadas na Região Metropolitana do Recife e no município de Camaragibe, pelo período de 12 (doze) meses, contados a partir de seu início.

As ações serão desenvolvidas no âmbito do Programa Bom Prato, coordenado pela Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS) do Estado de Pernambuco, com o objetivo de assegurar a segurança alimentar e nutricional de populações em situação de vulnerabilidade social, promovendo o acesso contínuo a refeições balanceadas e de qualidade. As refeições gratuitas serão produzidas nas seguintes unidades: Cozinha Solidária Casa do Dendê (Recife), Cozinha Solidária Mãe Nida (Recife), Cozinha Solidária Maria da Barra (Camaragibe) e Cozinha Solidária Tabatinga (Camaragibe).

A estimativa é de atendimento a até 4.396 pessoas, com a oferta de aproximadamente 108.000 (cento e oito mil) refeições ao longo da execução do projeto. O público prioritário compreende pessoas em situação de rua, famílias afetadas por situações de emergência, povos e comunidades tradicionais, trabalhadores informais, população LGBTQIAPN+, pessoas idosas, bem como mães solo.

O valor total da parceria é de R$518.400,00 (quinhentos e dezoito mil e quatrocentos reais). A prestação de contas será realizada semestralmente, em conformidade com as normas e prazos estabelecidos na legislação vigente. Ressalta-se que não haverá vinculação específica de equipe de trabalho custeada com recursos do projeto.

Um mundo melhor é possível! 

Oficina fortalece produção de forragem e apoia agricultores familiares em Bom Jardim (PE).

No dia 23 de fevereiro, o Sítio Paquevira, localizado no município de Bom Jardim, recebeu uma oficina de produção de forragem realizada na propriedade do agricultor Elias. A atividade reuniu agricultores e agricultoras da região interessados em aprender técnicas que ajudam a garantir alimento para os animais, especialmente em períodos de estiagem.

A ação foi promovida pelo Programa de Desenvolvimento Territorial do Agreste Setentrional de Pernambuco em parceria com a Associação Agroflor, entidades que atuam no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento sustentável do território.

Durante a oficina, os participantes tiveram acesso a orientações teóricas e práticas sobre a produção de forragem, incluindo técnicas de cultivo, processamento e armazenamento. O objetivo principal foi mostrar alternativas que permitam aos agricultores garantir alimentação de qualidade para os animais ao longo do ano, reduzindo impactos causados por períodos de seca, comuns na região do Agreste pernambucano.

Entre os temas abordados estiveram:

  • Técnicas de produção e preparo da forragem;
  • Métodos adequados de armazenamento, como ensilagem e conservação do material;
  • Formas de utilização da forragem na alimentação animal, garantindo melhor aproveitamento nutricional.

Matérias-primas utilizadas:

Na atividade prática, foram utilizados milho e maniva de macaxeira, ingredientes bastante presentes na agricultura local e que podem ser transformados em forragem nutritiva para bovinos, caprinos e ovinos. Os participantes acompanharam todas as etapas do processo, desde o preparo do material até as formas de conservação.

Segundo os organizadores, o uso dessas culturas é uma alternativa acessível para os produtores, já que aproveita recursos disponíveis nas propriedades rurais, reduzindo custos com ração e fortalecendo a autonomia dos agricultores.

A oficina também teve como foco estimular a troca de experiências entre os produtores, valorizando o conhecimento local e incentivando práticas sustentáveis no campo. Iniciativas como essa contribuem para melhorar a produtividade, aumentar a segurança alimentar dos rebanhos e fortalecer a agricultura familiar na região.

Novas atividades formativas devem continuar sendo realizadas ao longo do ano, ampliando o acesso dos agricultores a tecnologias simples e eficientes que ajudam a tornar a produção rural mais resiliente e sustentável.

Viva a agricultura familiar, um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz. Publicado dia: 10/03/2026.