A ASSOCIAÇÃO DOS AGRICULTORES E AGRICULTORAS AGROECOLÓGICOS DE BOM JARDIM – AGROFLOR, organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede na Avenida Presidente Castelo Branco, nº 120, Vila Noelândia, Bom Jardim, Pernambuco, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 03.596.406/0001-77, torna público que realizará processo seletivo simplificado para contratação de pessoal por prazo determinado, em regime da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, para atuação em atividades institucionais, observadas as normas do presente edital.
No uso de suas atribuições legais a AGROFLOR, por meio de sua Coordenação, torna público que estão abertas as inscrições para o processo seletivo simplificado para a contratação de 01 (um) Assistente Administrativo/Financeiro e 01 (um) Assistente Técnico Agrícola.
CRONOGRAMA Período de inscrições: [08/05/2026 a 13/05/2026] Entrevistas: [14/05/2026] Resultado final: [15/05/2026] Previsão de início: [18/05/2026]
Para mais informações acesse o edital completo da seleção.
A iniciativa faz parte do projeto estadual de construção de cisternas, que contará com um investimento total de R$40 milhões. Os recursos são executados por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, do Governo Federal. O objetivo é a construção de aproximadamente 4,6 mil cisternas em 38 municípios pernambucanos afetados pela estiagem, ampliando o acesso à água para consumo humano e produção de alimentos.
A seleção dos municípios contemplados foi realizada a partir de critérios técnicos estabelecidos pelo Governo Federal, considerando especialmente o grau de vulnerabilidade das populações rurais e priorizando localidades ainda não atendidas pelo Programa Cisternas. O projeto está estruturado em diferentes lotes, distribuídos entre organizações da sociedade civil habilitadas para sua execução.
Nesse contexto, a Agroflor foi contemplada com o Lote 3, que prevê a implantação de tecnologias sociais de acesso à água para consumo humano, sendo esta, a cisterna de placas com capacidade para 16 mil litros. A atuação abrangerá municípios das regiões da Mata Sul, Agreste Central e Agreste Setentrional de Pernambuco, incluindo Carpina, Casinhas, Chã Grande, Cupira, Frei Miguelinho, Limoeiro, Pombos, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Tracunhaém.
Os demais lotes do projeto estão sob responsabilidade de outras organizações selecionadas, que também atuarão na construção de cisternas com diferentes capacidades, incluindo modelos de 52 mil litros, ampliando o alcance das ações e atendendo às diversas necessidades das comunidades beneficiadas.
Com duração prevista de 12 meses, o projeto tem como principal objetivo promover a segurança hídrica e melhorar a qualidade de vida de famílias em situação de vulnerabilidade social afetadas pela seca no Estado. Nesta etapa inicial, as atividades estão concentradas na formação das comissões municipais e no processo de seleção das famílias que serão beneficiadas. As comissões desempenham um papel estratégico, pois permitem identificar as demandas locais, reconhecer potencialidades e orientar a implementação de ações mais eficazes e alinhadas à realidade de cada território.
Nesta primeira etapa, 5 comissões municipais foram formadas para dar início às atividades nos territórios, sendo estas, as comissões de Casinhas, Frei Miguelinho, Limoeiro, Carpina e Tracunhaém, possibilitando o diálogo por etapa, ficando os demais municípios para as próximas fases do projeto.
A AGROFLOR, localizada no Agreste Setentrional de Pernambuco, é uma instituição com reconhecida atuação na produção e distribuição de alimentos saudáveis, oriundos de sistemas produtivos sustentáveis. Constituída integralmente por famílias agricultoras, a entidade desenvolve ações voltadas à promoção e difusão de práticas agroecológicas, contribuindo para a segurança e a soberania alimentar, bem como para o fortalecimento da economia local. Nesse contexto, a instituição passa a integrar o processo de ampliação e fortalecimento das cozinhas solidárias em Pernambuco.
Em conformidade com a legislação aplicável às transferências de recursos por meio de Termos de Colaboração e Termos de Fomento, especialmente a Lei Federal nº 13.019/2014 (MROSC) e o Decreto Estadual nº 44.474/2017, a AGROFLOR – Associação dos Agricultores e Agricultoras Agroecológicos(as) de Bom Jardim, inscrita no CNPJ sob o nº 03.596.406/0001-77, com sede na Avenida Presidente Castelo Branco, nº 120, Vila Noelândia, no município de Bom Jardim/PE, torna público o início da execução do projeto Cozinhas Solidárias em Pernambuco, com termo de fomento de Nº 021/2025.
O projeto tem por finalidade o fornecimento de gêneros alimentícios e insumos necessários à preparação de refeições regulares em quatro cozinhas solidárias, localizadas na Região Metropolitana do Recife e no município de Camaragibe, pelo período de 12 (doze) meses, contados a partir de seu início.
As ações serão desenvolvidas no âmbito do Programa Bom Prato, coordenado pela Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS) do Estado de Pernambuco, com o objetivo de assegurar a segurança alimentar e nutricional de populações em situação de vulnerabilidade social, promovendo o acesso contínuo a refeições balanceadas e de qualidade. As refeições gratuitas serão produzidas nas seguintes unidades: Cozinha Solidária Casa do Dendê (Recife), Cozinha Solidária Mãe Nida (Recife), Cozinha Solidária Maria da Barra (Camaragibe) e Cozinha Solidária Tabatinga (Camaragibe).
A estimativa é de atendimento a até 4.396 pessoas, com a oferta de aproximadamente 108.000 (cento e oito mil) refeições ao longo da execução do projeto. O público prioritário compreende pessoas em situação de rua, famílias afetadas por situações de emergência, povos e comunidades tradicionais, trabalhadores informais, população LGBTQIAPN+, pessoas idosas, bem como mães solo.
O valor total da parceria é de R$518.400,00 (quinhentos e dezoito mil e quatrocentos reais). A prestação de contas será realizada semestralmente, em conformidade com as normas e prazos estabelecidos na legislação vigente. Ressalta-se que não haverá vinculação específica de equipe de trabalho custeada com recursos do projeto.
No dia 23 de fevereiro, o Sítio Paquevira, localizado no município de Bom Jardim, recebeu uma oficina de produção de forragem realizada na propriedade do agricultor Elias. A atividade reuniu agricultores e agricultoras da região interessados em aprender técnicas que ajudam a garantir alimento para os animais, especialmente em períodos de estiagem.
A ação foi promovida pelo Programa de Desenvolvimento Territorial do Agreste Setentrional de Pernambuco em parceria com a Associação Agroflor, entidades que atuam no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento sustentável do território.
Durante a oficina, os participantes tiveram acesso a orientações teóricas e práticas sobre a produção de forragem, incluindo técnicas de cultivo, processamento e armazenamento. O objetivo principal foi mostrar alternativas que permitam aos agricultores garantir alimentação de qualidade para os animais ao longo do ano, reduzindo impactos causados por períodos de seca, comuns na região do Agreste pernambucano.
Entre os temas abordados estiveram:
Técnicas de produção e preparo da forragem;
Métodos adequados de armazenamento, como ensilagem e conservação do material;
Formas de utilização da forragem na alimentação animal, garantindo melhor aproveitamento nutricional.
Matérias-primas utilizadas:
Na atividade prática, foram utilizados milho e maniva de macaxeira, ingredientes bastante presentes na agricultura local e que podem ser transformados em forragem nutritiva para bovinos, caprinos e ovinos. Os participantes acompanharam todas as etapas do processo, desde o preparo do material até as formas de conservação.
Segundo os organizadores, o uso dessas culturas é uma alternativa acessível para os produtores, já que aproveita recursos disponíveis nas propriedades rurais, reduzindo custos com ração e fortalecendo a autonomia dos agricultores.
A oficina também teve como foco estimular a troca de experiências entre os produtores, valorizando o conhecimento local e incentivando práticas sustentáveis no campo. Iniciativas como essa contribuem para melhorar a produtividade, aumentar a segurança alimentar dos rebanhos e fortalecer a agricultura familiar na região.
Novas atividades formativas devem continuar sendo realizadas ao longo do ano, ampliando o acesso dos agricultores a tecnologias simples e eficientes que ajudam a tornar a produção rural mais resiliente e sustentável.
Viva a agricultura familiar, um mundo melhor é possível!
No dia 23 de janeiro, na sede do SERTA (Serviço de Tecnologia Alternativa), foi celebrado um importante marco para o fortalecimento da agroecologia no estado de Pernambuco. O encontro reuniu estudantes do curso técnico em agroecologia do SERTA, agricultoras e agricultores familiares, representantes de associações e agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), em um momento coletivo de troca, reconhecimento e incentivo ao trabalho no campo.
A ocasião marcou a entrega de implementos agrícolas que contribuirão diretamente para a melhoria das condições de trabalho e da produção nos territórios rurais. A ação faz parte do Projeto Da Terra à Mesa, iniciativa que beneficiou mais de 1.600 famílias agricultoras, sendo executada pelo SERTA em parceria com a FETAPE, FETAG Alagoas, FETAG Paraíba e a COOATES, com financiamento do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
Ao todo, foram distribuídos diversos equipamentos essenciais para o fortalecimento da produção agroecológica, entre eles: motocultivadores, roçadeiras, perfuradores de solo, ensiladeiras, carroças, tesouras e serrotes de poda, além de carros de mão. Esses instrumentos representam um avanço significativo na melhoria da infraestrutura produtiva, promovendo mais eficiência, segurança e qualidade no trabalho realizado pelas famílias agricultoras.
Mais do que a entrega de equipamentos, o momento simboliza o fortalecimento da autonomia, da dignidade e da qualidade de vida no campo, além de incentivar a sucessão rural, a valorização do conhecimento intergeracional e a permanência das pessoas na agricultura familiar, pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável dos territórios.
A Agroflor foi contemplada pelo projeto com os seguintes equipamentos: roçadeira, carro de mão, ensiladeira, perfurador de solo, kit de poda e carretinha de tratorito. Esses itens são fundamentais para apoiar o trabalho dos associados e associadas, contribuindo diretamente para o fortalecimento das atividades produtivas, a organização coletiva e o avanço da agroecologia na região.
A Agroflor ficou responsável pela construção de 5 das 51 tecnologias sociais de acesso à água (a cisterna de 16 mil litros) que serão construídas por meio da Campanha Tenho Sede da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) neste primeiro trimestre de 2026.
A campanha segue os mesmos procedimentos para a construção de tecnologias sociais que a ASA utiliza em seus processos, com a presença de ações, mobilizações e formações que reafirmam o compromisso com a construção permanente da convivência com o Semiárido brasileiro. As famílias selecionadas participaram do curso de manejo sustentável da água junto com as famílias do programa 1 milhão de cisternas, fortalecendo a integração entre os projetos e entre as famílias selecionadas.
Mais do que um conceito, essa convivência é resultado de um trabalho cotidiano que articula políticas públicas, organização social e tecnologias sociais capazes de garantir dignidade e permanência das famílias no campo.
Ao longo dos primeiros meses deste ano, diversas iniciativas ganharão força nos territórios, com destaque para a ampliação do acesso à água por meio da construção de cisternas. Essas tecnologias seguem sendo fundamentais para assegurar o direito humano à água, sobretudo em um contexto marcado pelo agravamento dos efeitos das mudanças climáticas e pela irregularidade das chuvas.
Dentro das ações da Campanha Tenho Sede, estão previstas a construção de 51 novos reservatórios apenas no primeiro trimestre de 2026. As cisternas beneficiarão, prioritariamente, lares chefiados por mulheres e famílias com pessoas idosas, reforçando o cuidado com os grupos mais vulnerabilizados. Cada cisterna implantada representa muito mais do que infraestrutura, simboliza autonomia, segurança hídrica e fortalecimento comunitário.
Com mais de duas décadas de atuação, a Articulação Semiárido Brasileiro já construiu mais de um milhão de cisternas em todo o Nordeste e no norte de Minas Gerais. Para milhares de famílias, essas estruturas representam a única fonte segura de água. No entanto, a demanda ainda é grande, e o desafio de universalizar o acesso à água segue sendo uma prioridade. Sendo possível a doação de recursos para a Campanha Tenho Sede.