Agroflor participa da 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Brasília.

A Agroflor participou da 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CNSAN), por meio de sua colaboradora Laysa Gomes, conselheira estadual e membra da comissão de produção e abastecimento. O evento foi realizado entre os dias 8 e 10 de junho de 2026, em Brasília (DF). O encontro reuniu representantes do poder público, movimentos sociais, pesquisadores, organizações da sociedade civil e agricultores e agricultoras de todo o Brasil para fortalecer o debate sobre o direito humano à alimentação adequada e a construção de políticas públicas voltadas à segurança alimentar e nutricional.

Com o tema “Erradicar a fome e garantir direitos com comida de verdade, democracia e equidade”, a conferência teve como objetivo avaliar a implementação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (III PLANSAN), discutir seus avanços e desafios e definir prioridades para o fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), este, que teve sua comemoração de 20 anos de atuação dentro da programação do evento, reconhecendo seu potencial de transformação na vida das pessoas beneficiadas.

A etapa nacional representou a conclusão de um amplo processo participativo iniciado nas conferências municipais, regionais e estaduais, que mobilizou milhares de pessoas em todo o país. Durante esse percurso, delegados e delegadas eleitos nas etapas locais levaram para Brasília as demandas, experiências e propostas construídas em seus territórios, fortalecendo a participação social na formulação das políticas públicas.

A participação da Agroflor reafirma seu compromisso com a promoção da soberania e da segurança alimentar, especialmente por meio do fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia. Nesse contexto, destaca-se a atuação da Associação de Agricultores e Agricultoras Agroecológicos de Bom Jardim, referência no território pela defesa do direito à alimentação adequada e pela participação em políticas públicas estratégicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Durante a conferência, foram debatidas propostas voltadas à ampliação da produção de alimentos saudáveis, ao fortalecimento da agroecologia, à reforma agrária, à inclusão de povos e comunidades tradicionais e à garantia de direitos para populações em situação de vulnerabilidade. As diretrizes construídas coletivamente foram consolidadas no manifesto final do evento, que orientará os próximos passos da política nacional de segurança alimentar e nutricional.

Outro importante destaque do período foi o anúncio do reajuste histórico no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), fortalecendo a participação da agricultura familiar no abastecimento da alimentação escolar e ampliando as oportunidades para agricultores e agricultoras que produzem alimentos saudáveis e de base agroecológica.

Para a Agroflor, participar da 6ª CNSAN representa mais do que acompanhar a construção de políticas públicas. É contribuir ativamente para um projeto de desenvolvimento que valoriza a agricultura familiar, a produção agroecológica e o acesso de toda a população à comida de verdade, reafirmando o compromisso da instituição com a construção de um sistema alimentar mais justo, sustentável e democrático.

Redação: Glaydson Queiroz.

Publicado dia: 20/07/2026.

Agroflor participa da 2ª edição do Caatinga Climate Week com intercâmbio agroecológico em Bom Jardim – PE.

A Associação de Agricultores e Agricultoras Agroecológicos(as) de Bom Jardim (Agroflor) integrou a programação da 2ª edição do Caatinga Climate Week, iniciativa do Centro Sabiá e do Instituto Socioambiental (ISA), realizada de 1 a 3 de julho de 2026. Com o tema “A Caatinga falando para o mundo”, o encontro reuniu comunidades, pesquisadores, organizações da sociedade civil e lideranças tradicionais para qualificar o debate sobre soluções climáticas no Semiárido, fortalecendo agendas de adaptação, conservação da sociobiodiversidade e promoção da justiça climática.

No dia 2 de julho, a Agroflor sediou o intercâmbio “Floresta de Alimentos” em seu território de identidade, proporcionando um espaço de aprendizado coletivo sobre práticas agroecológicas que conciliam produção, conservação do solo e da água, e aumento da resiliência dos agroecossistemas à variabilidade climática.

Foi promovida uma roda de conversa na sede da Agroflor, com partilha de experiências sobre manejo de agroecossistemas, transição agroecológica e comercialização solidária, além de abordar os desafios e perspectivas da Instituição ao longo dos anos. Em seguida, houve visitas técnicas às propriedades dos associados Seu Zê de Tonha, Rafael e Pedro, onde foram observadas tecnologias sociais e práticas de base agroecológica, como cultivos em curva de nível, consórcios culturais, beneficiamento de produtos da agricultura familiar, adubação verde, cobertura morta e manejo integrado da paisagem.

As visitas evidenciaram a importância do desenho de sistemas diversificados, inspirados na dinâmica das florestas de alimentos, para ampliar a oferta de alimentos saudáveis, proteger a biodiversidade local e aumentar a capacidade de retenção hídrica e fertilidade dos solos.

Finalizando o momento com um painel de especialistas, em que agricultores e agricultoras, convidados e representantes institucionais puderam compartilhar experiências e dialogar sobre a convivência com o Semiárido. Os intercâmbios favorecem a troca horizontal de saberes entre agricultores e agricultoras, validando conhecimentos locais e estimulando a inovação adaptada ao contexto do Semiárido. Acelerando a adoção de práticas agroecológicas ao permitir a observação em campo de soluções técnicas, seus custos, resultados e desafios. Fortalecendo também redes de cooperação, criando vínculos entre famílias, associações e parceiros institucionais que sustentam processos de formação continuada.

A Agroflor reafirma seu compromisso com a promoção da agroecologia, o fortalecimento da agricultura familiar e a construção de territórios resilientes às mudanças do clima. Seguiremos investindo em processos formativos, intercâmbios e parcerias que valorizem a sociobiodiversidade e garantam alimentos saudáveis para as comunidades de Bom Jardim e região.

Um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz.

Publicado dia: 09/07/2026.

AGROFLOR sedia Encontro Territorial do Agreste Setentrional e fortalece mobilização para o Projeto Mutirão.

Representantes da sociedade civil, instituições públicas e lideranças territoriais discutiram estratégias para ampliar as ações da Economia Solidária no Agreste Setentrional de Pernambuco.

A sede da AGROFLOR, em Bom Jardim (PE), recebeu no dia 3 de junho o Encontro Territorial do Agreste Setentrional de Pernambuco, reunindo 26 participantes entre representantes da sociedade civil, instituições públicas e lideranças políticas da região. O objetivo principal foi apresentar o Projeto Mutirão e definir os encaminhamentos para a participação do território no evento de lançamento da iniciativa, que ocorreu no dia 12 de junho.

A abertura do encontro foi conduzida pela coordenadora-geral da AGROFLOR, Eliene Hermínio, que destacou a importância da união e da participação coletiva para o fortalecimento das ações territoriais. Ao longo da programação, os participantes debateram desafios e oportunidades para a agricultura familiar, as feiras agroecológicas e a ampliação das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável.

Um dos destaques da atividade foi a participação virtual de Maria Severina (Nina), integrante do Comitê Gestor do Projeto Mutirão. Durante sua fala, ela apresentou o histórico de construção da iniciativa, resultado de um processo coletivo iniciado em 2023 e viabilizado por meio de emenda parlamentar destinada ao fortalecimento da Economia Solidária em Pernambuco.

Nina explicou que o projeto atuará em diversos territórios do estado, promovendo oficinas de planejamento, monitoramento, comunicação e acesso a mercados, além da realização de uma plenária estadual para avaliação e articulação das ações desenvolvidas. Também ressaltou que o Mutirão permanecerá aberto à participação de organizações, grupos e empreendimentos que atuam ou dialogam com a Economia Solidária.

Na sequência, João Ribeiro e Paulo Bandeira aprofundaram a apresentação do Projeto Mutirão, abordando seus objetivos estratégicos, princípios metodológicos e propostas para fortalecer as redes territoriais de cooperação, a autogestão e o desenvolvimento sustentável. A discussão também reforçou a necessidade de ampliar a organização dos agricultores familiares e criar condições para agregar valor e ampliar a comercialização da produção local.

Durante os debates, os participantes destacaram a importância da mobilização de agricultores, agricultoras, artesãos, agentes culturais e gestores públicos para fortalecer as iniciativas de Economia Solidária no território. Também foram levantadas propostas voltadas à ampliação do acesso à informação e ao acompanhamento das políticas públicas destinadas à agricultura familiar.

Como encaminhamento do encontro, foram definidos os representantes do Agreste Setentrional que participaram do lançamento oficial do Projeto Mutirão, fortalecendo a presença do território na construção das ações estaduais da Economia Solidária.

O Encontro Territorial reafirmou o compromisso das organizações e lideranças locais com a construção coletiva de alternativas de desenvolvimento que promovam inclusão produtiva, geração de renda, valorização da agricultura familiar e fortalecimento da Economia Solidária em Pernambuco.

Redação: Eliane Nery e Glaydson Queiroz.

Publicado dia: 19/06/2026.

Oficina fortalece produção de forragem e apoia agricultores familiares em Bom Jardim (PE).

No dia 23 de fevereiro, o Sítio Paquevira, localizado no município de Bom Jardim, recebeu uma oficina de produção de forragem realizada na propriedade do agricultor Elias. A atividade reuniu agricultores e agricultoras da região interessados em aprender técnicas que ajudam a garantir alimento para os animais, especialmente em períodos de estiagem.

A ação foi promovida pelo Programa de Desenvolvimento Territorial do Agreste Setentrional de Pernambuco em parceria com a Associação Agroflor, entidades que atuam no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento sustentável do território.

Durante a oficina, os participantes tiveram acesso a orientações teóricas e práticas sobre a produção de forragem, incluindo técnicas de cultivo, processamento e armazenamento. O objetivo principal foi mostrar alternativas que permitam aos agricultores garantir alimentação de qualidade para os animais ao longo do ano, reduzindo impactos causados por períodos de seca, comuns na região do Agreste pernambucano.

Entre os temas abordados estiveram:

  • Técnicas de produção e preparo da forragem;
  • Métodos adequados de armazenamento, como ensilagem e conservação do material;
  • Formas de utilização da forragem na alimentação animal, garantindo melhor aproveitamento nutricional.

Matérias-primas utilizadas:

Na atividade prática, foram utilizados milho e maniva de macaxeira, ingredientes bastante presentes na agricultura local e que podem ser transformados em forragem nutritiva para bovinos, caprinos e ovinos. Os participantes acompanharam todas as etapas do processo, desde o preparo do material até as formas de conservação.

Segundo os organizadores, o uso dessas culturas é uma alternativa acessível para os produtores, já que aproveita recursos disponíveis nas propriedades rurais, reduzindo custos com ração e fortalecendo a autonomia dos agricultores.

A oficina também teve como foco estimular a troca de experiências entre os produtores, valorizando o conhecimento local e incentivando práticas sustentáveis no campo. Iniciativas como essa contribuem para melhorar a produtividade, aumentar a segurança alimentar dos rebanhos e fortalecer a agricultura familiar na região.

Novas atividades formativas devem continuar sendo realizadas ao longo do ano, ampliando o acesso dos agricultores a tecnologias simples e eficientes que ajudam a tornar a produção rural mais resiliente e sustentável.

Viva a agricultura familiar, um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz. Publicado dia: 10/03/2026.

Agroflor está entre as instituições beneficiadas pelo Projeto Da Terra à Mesa, garantindo implementos que fortalecerão a agroecologia na região.

No dia 23 de janeiro, na sede do SERTA (Serviço de Tecnologia Alternativa), foi celebrado um importante marco para o fortalecimento da agroecologia no estado de Pernambuco. O encontro reuniu estudantes do curso técnico em agroecologia do SERTA, agricultoras e agricultores familiares, representantes de associações e agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), em um momento coletivo de troca, reconhecimento e incentivo ao trabalho no campo.

A ocasião marcou a entrega de implementos agrícolas que contribuirão diretamente para a melhoria das condições de trabalho e da produção nos territórios rurais. A ação faz parte do Projeto Da Terra à Mesa, iniciativa que beneficiou mais de 1.600 famílias agricultoras, sendo executada pelo SERTA em parceria com a FETAPE, FETAG Alagoas, FETAG Paraíba e a COOATES, com financiamento do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Ao todo, foram distribuídos diversos equipamentos essenciais para o fortalecimento da produção agroecológica, entre eles: motocultivadores, roçadeiras, perfuradores de solo, ensiladeiras, carroças, tesouras e serrotes de poda, além de carros de mão. Esses instrumentos representam um avanço significativo na melhoria da infraestrutura produtiva, promovendo mais eficiência, segurança e qualidade no trabalho realizado pelas famílias agricultoras.

Mais do que a entrega de equipamentos, o momento simboliza o fortalecimento da autonomia, da dignidade e da qualidade de vida no campo, além de incentivar a sucessão rural, a valorização do conhecimento intergeracional e a permanência das pessoas na agricultura familiar, pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável dos territórios.

A Agroflor foi contemplada pelo projeto com os seguintes equipamentos: roçadeira, carro de mão, ensiladeira, perfurador de solo, kit de poda e carretinha de tratorito. Esses itens são fundamentais para apoiar o trabalho dos associados e associadas, contribuindo diretamente para o fortalecimento das atividades produtivas, a organização coletiva e o avanço da agroecologia na região.

Um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz.

Publicado dia: 02/02/2026.

Agroflor participa entre os dias 25 a 28/11/2025 da oficina de monitoria pedagógica do programa cisterna nas escolas em Crateús no Ceará. 

A Oficina de Monitoras e Monitores Pedagógicos do Programa Cisterna nas Escolas da Articulação do Semiárido Brasileiro, realizada entre os dias 25 a 28 de novembro de 2025, no município de Crateús (CE), reuniu profissionais de instituições executoras de sete estados do Nordeste e do estado de Minas Gerais em um processo formativo estratégico. O encontro teve como objetivo aprofundar a compreensão das metodologias, responsabilidades e fluxos que estruturam os momentos formativos do programa, reafirmando a educação contextualizada e a convivência com o Semiárido Brasileiro como princípios orientadores de uma prática educativa comprometida com o território e com a vida.

Ao longo da oficina, foram consolidados entendimentos comuns sobre os quatro momentos formativos que compõem o Programa “Cisterna nas Escolas” — Encontro Territorial, Encontro com a Comunidade Local, Manejo Sustentável da Água na Escola e a Oficina de Educação Contextualizada — reforçando que a cisterna escolar não pode ser compreendida apenas como infraestrutura hídrica, mas como tecnologia social articulada a um projeto pedagógico. As reflexões destacaram que educar no Semiárido exige reconhecer o território como espaço de produção de saberes, identidades e soluções, superando visões estigmatizadas que historicamente reduziram a região à seca e à escassez.

Nesse sentido, a oficina reafirmou o papel histórico da Articulação Semiárido Brasileiro e das organizações da AP1MC (Associação Programa 1 Milhão de Cisternas) como referências na construção de políticas públicas de acesso à água e de educação para a convivência com o Semiárido. A educação contextualizada foi compreendida não como um conteúdo pontual ou um requisito contratual, mas como modo de vida e orientação permanente da ação educativa, desafiando modelos hegemônicos de escolarização desconectados da realidade social, ambiental e cultural das comunidades.

Um dos eixos mais relevantes do encontro foi o debate sobre gênero, que atravessou de forma transversal as discussões metodológicas e políticas. A expressiva participação de mulheres — agricultoras, educadoras, coordenadoras, cozinheiras escolares e lideranças comunitárias — evidenciou a centralidade do trabalho de cuidado e a necessidade de enfrentar desigualdades estruturais ainda presentes nos espaços de decisão. O reconhecimento das cozinheiras e merendeiras escolares como educadoras reforçou a compreensão de que as tecnologias sociais da água também são tecnologias de cuidado, fundamentais para a reorganização da vida cotidiana no campo.

Do ponto de vista pedagógico, os trabalhos em grupo destacaram a importância da integração entre escola e comunidade, do uso de metodologias ativas e da valorização dos saberes locais. A Oficina de Educação Contextualizada foi estruturada em módulos que articularam fundamentos conceituais, ações concretas e avaliação coletiva, demonstrando como diferentes áreas do conhecimento podem dialogar com a realidade do Semiárido — da matemática à biologia, da geografia à produção de alimentos. A visita técnica à Escola Família Agrícola (EFA) Dom Fragoso reforçou, na prática, a potência de uma educação ancorada no território, na agroecologia e na formação humana integral.

Como síntese, a oficina apontou que a educação contextualizada é uma prática contínua, que não se encerra com o fim de um projeto ou contrato, e que as instituições executoras têm responsabilidade na garantia de sua permanência. A cisterna na escola, quando articulada a um projeto educativo e civilizatório, amplia direitos, fortalece a soberania alimentar e reafirma a convivência com o Semiárido como horizonte ético, pedagógico e político. O desafio posto é assegurar que cada cisterna instalada representa não apenas acesso à água, mas também sentido, pertencimento e transformação social no cotidiano das comunidades escolares.

Redação: Glaydson Queiroz. 

Fontes: Anotações pessoais, materiais informativos da ASA Brasil e relatoria do evento oferecida pela equipe da AP1MC. 

Publicado dia: 22/12/2025.