Agroflor participa entre os dias 25 a 28/11/2025 da oficina de monitoria pedagógica do programa cisterna nas escolas em Crateús no Ceará. 

A Oficina de Monitoras e Monitores Pedagógicos do Programa Cisterna nas Escolas da Articulação do Semiárido Brasileiro, realizada entre os dias 25 a 28 de novembro de 2025, no município de Crateús (CE), reuniu profissionais de instituições executoras de sete estados do Nordeste e do estado de Minas Gerais em um processo formativo estratégico. O encontro teve como objetivo aprofundar a compreensão das metodologias, responsabilidades e fluxos que estruturam os momentos formativos do programa, reafirmando a educação contextualizada e a convivência com o Semiárido Brasileiro como princípios orientadores de uma prática educativa comprometida com o território e com a vida.

Ao longo da oficina, foram consolidados entendimentos comuns sobre os quatro momentos formativos que compõem o Programa “Cisterna nas Escolas” — Encontro Territorial, Encontro com a Comunidade Local, Manejo Sustentável da Água na Escola e a Oficina de Educação Contextualizada — reforçando que a cisterna escolar não pode ser compreendida apenas como infraestrutura hídrica, mas como tecnologia social articulada a um projeto pedagógico. As reflexões destacaram que educar no Semiárido exige reconhecer o território como espaço de produção de saberes, identidades e soluções, superando visões estigmatizadas que historicamente reduziram a região à seca e à escassez.

Nesse sentido, a oficina reafirmou o papel histórico da Articulação Semiárido Brasileiro e das organizações da AP1MC (Associação Programa 1 Milhão de Cisternas) como referências na construção de políticas públicas de acesso à água e de educação para a convivência com o Semiárido. A educação contextualizada foi compreendida não como um conteúdo pontual ou um requisito contratual, mas como modo de vida e orientação permanente da ação educativa, desafiando modelos hegemônicos de escolarização desconectados da realidade social, ambiental e cultural das comunidades.

Um dos eixos mais relevantes do encontro foi o debate sobre gênero, que atravessou de forma transversal as discussões metodológicas e políticas. A expressiva participação de mulheres — agricultoras, educadoras, coordenadoras, cozinheiras escolares e lideranças comunitárias — evidenciou a centralidade do trabalho de cuidado e a necessidade de enfrentar desigualdades estruturais ainda presentes nos espaços de decisão. O reconhecimento das cozinheiras e merendeiras escolares como educadoras reforçou a compreensão de que as tecnologias sociais da água também são tecnologias de cuidado, fundamentais para a reorganização da vida cotidiana no campo.

Do ponto de vista pedagógico, os trabalhos em grupo destacaram a importância da integração entre escola e comunidade, do uso de metodologias ativas e da valorização dos saberes locais. A Oficina de Educação Contextualizada foi estruturada em módulos que articularam fundamentos conceituais, ações concretas e avaliação coletiva, demonstrando como diferentes áreas do conhecimento podem dialogar com a realidade do Semiárido — da matemática à biologia, da geografia à produção de alimentos. A visita técnica à Escola Família Agrícola (EFA) Dom Fragoso reforçou, na prática, a potência de uma educação ancorada no território, na agroecologia e na formação humana integral.

Como síntese, a oficina apontou que a educação contextualizada é uma prática contínua, que não se encerra com o fim de um projeto ou contrato, e que as instituições executoras têm responsabilidade na garantia de sua permanência. A cisterna na escola, quando articulada a um projeto educativo e civilizatório, amplia direitos, fortalece a soberania alimentar e reafirma a convivência com o Semiárido como horizonte ético, pedagógico e político. O desafio posto é assegurar que cada cisterna instalada representa não apenas acesso à água, mas também sentido, pertencimento e transformação social no cotidiano das comunidades escolares.

Redação: Glaydson Queiroz. 

Fontes: Anotações pessoais, materiais informativos da ASA Brasil e relatoria do evento oferecida pela equipe da AP1MC. 

Publicado dia: 22/12/2025.

Nova coordenação da Agroflor para o triênio 2026-2028 é eleita.

No dia 18 de dezembro de 2025, foi realizada na sede da Agroflor, a Assembleia Geral Ordinária da associação. O encontro teve como objetivo deliberar sobre pautas estratégicas para o fortalecimento institucional e a continuidade das ações desenvolvidas, com destaque para o processo de eleição da Coordenação e do Conselho Fiscal para o próximo triênio.

A assembleia contou com a participação expressiva de 64 associados e associadas, que acompanharam atentamente as discussões, contribuíram com encaminhamentos importantes e exerceram seu direito democrático ao voto, reafirmando o compromisso coletivo com a transparência, a participação social e a boa governança da entidade.

Para o processo eleitoral, foi inscrita uma única chapa, que obteve 55 votos favoráveis, além de 6 votos em branco e 3 abstenções. Com esse resultado, a chapa foi eleita e imediatamente empossada para conduzir a associação no próximo período.

Ficando a nova Coordenação Colegiada composta da seguinte forma:

Coordenação Colegiada:

  • Coordenadora Geral: Eliene Hermínio da Silva Pedro;
  • Coordenador Administrativo e Financeiro: João Ribeiro da Silva Filho;
  • Coordenador Pedagógico e de Acesso a Mercado: João Paulo Barboza de Sousa;
  • Coordenadora Suplente: Maria de Fátima da Silva Rocha e Silva.

O Conselho Fiscal ficou constituído pelos(as) associados(as):

  • Paula de Freitas Ferreira;
  • Pedro Custódio da Silva;
  • Rozilene Barboza da Silva.

Como suplentes do Conselho Fiscal, foram eleitos:

  • Ambrósio Lourenço da Silva;
  • Maria Pereira da Silva.

Além do processo eleitoral, a Assembleia Geral Ordinária também debateu outros temas relevantes para o funcionamento e a atuação da associação. Entre os assuntos abordados estiveram a prestação de contas das atividades realizadas no segundo semestre de 2025, a inclusão de novos associados, o fortalecimento das Organizações de Controle Social (OCS), bem como as demandas relacionadas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e às cozinhas solidárias.

Outro ponto de destaque foi a prestação de contas da emenda parlamentar destinada ao apoio à comercialização de produtos agroecológicos, reforçando o compromisso da Agroflor com a transparência na gestão dos recursos públicos e com o fortalecimento da agricultura de base agroecológica.

A realização da assembleia reafirma o papel da Agroflor como uma organização comprometida com a participação democrática, a gestão coletiva e o desenvolvimento sustentável, fortalecendo sua atuação junto às agricultoras e agricultores associados e às políticas públicas voltadas para a segurança alimentar e o acesso a mercados.

Um mundo melhor é possível.

Redação: Glaydson Queiroz.

Publicado dia: 18/12/2025.

Fortalecimento das Feiras de Base Agroecológica.

No dia 26 de novembro de 2025, a Agroflor realizou mais uma importante ação em apoio aos agricultores e agricultoras que compõem as feiras de base agroecológica dos municípios de Surubim, Bom Jardim e João Alfredo. A iniciativa consistiu na entrega de materiais e equipamentos essenciais para aprimorar as condições de trabalho, fortalecer a autonomia dos feirantes e ampliar o rendimento nas atividades de comercialização de produtos agroecológicos.

Entre os itens distribuídos estão lonas, caixas plásticas, balanças, toldos, mesas, cadeiras, caixa de som e caixa térmica (cooler). Esses recursos contribuirão diretamente para melhorar a organização das bancas, garantir mais conforto durante as feiras e favorecer a conservação adequada dos alimentos comercializados. Além disso, os equipamentos proporcionam maior segurança e praticidade no dia a dia dos feirantes, impactando positivamente a experiência de quem produz e de quem consome.

A ação reforça o compromisso da Agroflor com o fortalecimento da agricultura familiar e das práticas agroecológicas na região, promovendo condições mais justas e sustentáveis de comercialização. A expectativa é de que os materiais distribuídos potencializem ainda mais o trabalho já realizado pelos agricultores, ampliando oportunidades de renda e valorizando a produção local.

Na certeza de que os equipamentos serão de grande utilidade, a Agroflor reafirma seu empenho em construir, junto às comunidades, caminhos para o desenvolvimento rural sustentável e para o acesso contínuo a alimentos saudáveis e de qualidade.

Redação: Glaydson Queiroz. Publicado dia: 12/12/2025.

Manejo Sustentável da Água em Ação!

Iniciamos os nossos cursos de Manejo Sustentável da Água que fazem parte do Programa Cisternas da Articulação do Semiárido Brasileiro, com início nos municípios de Salgadinho e Passira, ambos no Agreste Setentrional de Pernambuco, os cursos têm como objetivo promover a formação para convivência com o Semiárido e a correta manutenção da tecnologia social de acesso a água, a cisterna de 16 mil litros.

A realização de cursos de manejo sustentável da água, antigo GRH (Gerenciamento de Recursos Hídricos) tem se mostrado essencial para comunidades do Semiárido, especialmente aquelas que dependem diretamente de tecnologias sociais como as cisternas de 16 mil litros. Em uma região marcada pela irregularidade das chuvas e longos períodos de estiagem, saber manejar adequadamente cada gota armazenada é o que garante segurança hídrica para as famílias do Semiárido.

As cisternas de 16 mil litros são projetadas para captar e armazenar água das chuvas, oferecendo uma fonte segura para consumo humano e atividades domésticas. Contudo, sua eficiência depende diretamente da qualidade do manejo. Sem manutenção preventiva, limpeza correta ou controle do uso, a água pode se tornar insuficiente, contaminada ou até inviável para consumo. É nesse ponto que o curso de manejo sustentável da água se torna fundamental, ao ensinar técnicas simples, acessíveis e adaptadas à realidade local.

Durante a formação, os(as) participantes aprendem a monitorar a quantidade de água, calcular o tempo necessário para que o volume armazenado dure durante o período seco e planejar o consumo de acordo com as necessidades da família. Essa gestão consciente evita desperdícios e garante que a cisterna cumpra sua função principal: fornecer água com segurança até a próxima estação chuvosa. Além disso, são discutidas estratégias de convivência com o semiárido, fortalecendo o entendimento de que a gestão da água precisa ser contínua e integrada ao dia a dia.

Também são abordadas nos cursos temáticas como: a divisão justa do trabalho nas propriedades, o diagnóstico rural participativo, territorialidade, agroecologia e o pertencimento do local onde se vive.

Outro eixo central do curso é a manutenção da própria estrutura da cisterna. Ensina-se como identificar possíveis rachaduras, infiltrações, problemas no telhado de captação, limpeza da calha e cuidados com o descarte das primeiras águas das chuvas. Essa atenção aos detalhes prolonga a vida útil da cisterna e reduz custos com reparos futuros, promovendo autonomia comunitária.

Além dos aspectos técnicos, a formação também estimula o protagonismo das famílias no cuidado coletivo com a água. Ao compreender a importância da cisterna como patrimônio comunitário, os moradores passam a adotar práticas mais responsáveis e colaborativas, fortalecendo redes locais de solidariedade e valorizando o conhecimento tradicional aliado ao conhecimento técnico. Assim, o curso contribui não apenas para o manejo da água, mas para o desenvolvimento social da comunidade.

Sendo momentos de muita formação, construção coletiva de conhecimento e diálogo para uma convivência adequada com o Semiárido e para um correto manejo da tecnologia social a cisterna de 16 mil litros.

Um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz. Publicado dia: 17/11/2025.

Agroflor celebra 26 anos de história e compromisso com a agroecologia.

Na tarde do dia 04/11, a Agroflor comemorou seu 26º aniversário em um encontro especial realizado na Lagoa do Peixe, no município de Bom Jardim.

A celebração reuniu membros da mesa diretora da associação, associados e associadas, representantes de instituições parceiras e a equipe responsável pela execução dos projetos da Agroflor. O momento foi marcado por reencontros, partilhas e homenagens à trajetória construída ao longo de mais de duas décadas de dedicação à agricultura familiar e à sustentabilidade.

A programação incluiu falas de agradecimento, apresentações culturais e depoimentos que relembraram conquistas e desafios enfrentados pela associação desde sua fundação. Foram destacadas as ações voltadas ao fortalecimento da agroecologia, à valorização dos saberes populares e ao apoio às comunidades rurais que buscam produzir de forma mais justa e equilibrada com o meio ambiente.

Mais do que uma comemoração, o aniversário da Agroflor representou um momento de reflexão coletiva sobre o futuro da agroecologia em Pernambuco. A associação reafirmou seu compromisso com a formação, a cooperação e a construção de alternativas sustentáveis, reforçando a esperança de que um mundo melhor é possível — e está sendo cultivado todos os dias, no campo e na cidade.

Redação: Glaydson Queiroz. Publicado dia: 10/11/2025.

Projeto um piso para todos chega para promover moradia digna na zona rural de Bom Jardim – PE. 

O projeto um piso para todos da Habitat, que possui como parceiro executor a Agroflor e financiamento da Wesco, chegou à zona rural do município de Bom Jardim – PE para trazer melhorias habitacionais com a inclusão de piso cerâmico nas residências.

Foram 10 famílias atendidas pelo projeto nas comunidades rurais de Pau Santo e Covoco, em Bom Jardim. Construindo não apenas estruturas, mas comunidade, resiliência e inovação. O projeto acredita que o lar é o ponto de partida para construir uma vida de dignidade, segurança e oportunidades.

A Habitat for Humanity é uma organização não governamental global, sem fins lucrativos, especializada na construção e melhoria de moradias populares para famílias de baixa renda. Tendo como missão a crença de que todas as pessoas merecem um lugar digno para se viver.

Alguns depoimentos como o de Patrícia, do Sítio Covoco, fala “As roupas ficavam muito sujas pela poeira, hoje em dia a cerâmica facilita muito a vida, na limpeza da casa e nos cuidados”, ou ainda a fala de Eldis Silva, do Sítio Pau Santo, “Estou muito satisfeito, facilitou muito a vida daqui de casa, espero que muito mais famílias possam ter esse benefício”.

Um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz. Publicado dia: 27/10/2025.