AGROFLOR – Associação dos Agricultores e Agricultoras Agroecológicos(as) de Bom Jardim torna pública a celebração de parceria com o Programa Bom Prato, voltada ao fortalecimento das cozinhas solidárias no Estado de Pernambuco.

A AGROFLOR, localizada no Agreste Setentrional de Pernambuco, é uma instituição com reconhecida atuação na produção e distribuição de alimentos saudáveis, oriundos de sistemas produtivos sustentáveis. Constituída integralmente por famílias agricultoras, a entidade desenvolve ações voltadas à promoção e difusão de práticas agroecológicas, contribuindo para a segurança e a soberania alimentar, bem como para o fortalecimento da economia local. Nesse contexto, a instituição passa a integrar o processo de ampliação e fortalecimento das cozinhas solidárias em Pernambuco.

Em conformidade com a legislação aplicável às transferências de recursos por meio de Termos de Colaboração e Termos de Fomento, especialmente a Lei Federal nº 13.019/2014 (MROSC) e o Decreto Estadual nº 44.474/2017, a AGROFLOR – Associação dos Agricultores e Agricultoras Agroecológicos(as) de Bom Jardim, inscrita no CNPJ sob o nº 03.596.406/0001-77, com sede na Avenida Presidente Castelo Branco, nº 120, Vila Noelândia, no município de Bom Jardim/PE, torna público o início da execução do projeto Cozinhas Solidárias em Pernambuco, com termo de fomento de Nº 021/2025.

O projeto tem por finalidade o fornecimento de gêneros alimentícios e insumos necessários à preparação de refeições regulares em quatro cozinhas solidárias, localizadas na Região Metropolitana do Recife e no município de Camaragibe, pelo período de 12 (doze) meses, contados a partir de seu início.

As ações serão desenvolvidas no âmbito do Programa Bom Prato, coordenado pela Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS) do Estado de Pernambuco, com o objetivo de assegurar a segurança alimentar e nutricional de populações em situação de vulnerabilidade social, promovendo o acesso contínuo a refeições balanceadas e de qualidade. As refeições gratuitas serão produzidas nas seguintes unidades: Cozinha Solidária Casa do Dendê (Recife), Cozinha Solidária Mãe Nida (Recife), Cozinha Solidária Maria da Barra (Camaragibe) e Cozinha Solidária Tabatinga (Camaragibe).

A estimativa é de atendimento a até 4.396 pessoas, com a oferta de aproximadamente 108.000 (cento e oito mil) refeições ao longo da execução do projeto. O público prioritário compreende pessoas em situação de rua, famílias afetadas por situações de emergência, povos e comunidades tradicionais, trabalhadores informais, população LGBTQIAPN+, pessoas idosas, bem como mães solo.

O valor total da parceria é de R$518.400,00 (quinhentos e dezoito mil e quatrocentos reais). A prestação de contas será realizada semestralmente, em conformidade com as normas e prazos estabelecidos na legislação vigente. Ressalta-se que não haverá vinculação específica de equipe de trabalho custeada com recursos do projeto.

Um mundo melhor é possível! 

Oficina fortalece produção de forragem e apoia agricultores familiares em Bom Jardim (PE).

No dia 23 de fevereiro, o Sítio Paquevira, localizado no município de Bom Jardim, recebeu uma oficina de produção de forragem realizada na propriedade do agricultor Elias. A atividade reuniu agricultores e agricultoras da região interessados em aprender técnicas que ajudam a garantir alimento para os animais, especialmente em períodos de estiagem.

A ação foi promovida pelo Programa de Desenvolvimento Territorial do Agreste Setentrional de Pernambuco em parceria com a Associação Agroflor, entidades que atuam no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento sustentável do território.

Durante a oficina, os participantes tiveram acesso a orientações teóricas e práticas sobre a produção de forragem, incluindo técnicas de cultivo, processamento e armazenamento. O objetivo principal foi mostrar alternativas que permitam aos agricultores garantir alimentação de qualidade para os animais ao longo do ano, reduzindo impactos causados por períodos de seca, comuns na região do Agreste pernambucano.

Entre os temas abordados estiveram:

  • Técnicas de produção e preparo da forragem;
  • Métodos adequados de armazenamento, como ensilagem e conservação do material;
  • Formas de utilização da forragem na alimentação animal, garantindo melhor aproveitamento nutricional.

Matérias-primas utilizadas:

Na atividade prática, foram utilizados milho e maniva de macaxeira, ingredientes bastante presentes na agricultura local e que podem ser transformados em forragem nutritiva para bovinos, caprinos e ovinos. Os participantes acompanharam todas as etapas do processo, desde o preparo do material até as formas de conservação.

Segundo os organizadores, o uso dessas culturas é uma alternativa acessível para os produtores, já que aproveita recursos disponíveis nas propriedades rurais, reduzindo custos com ração e fortalecendo a autonomia dos agricultores.

A oficina também teve como foco estimular a troca de experiências entre os produtores, valorizando o conhecimento local e incentivando práticas sustentáveis no campo. Iniciativas como essa contribuem para melhorar a produtividade, aumentar a segurança alimentar dos rebanhos e fortalecer a agricultura familiar na região.

Novas atividades formativas devem continuar sendo realizadas ao longo do ano, ampliando o acesso dos agricultores a tecnologias simples e eficientes que ajudam a tornar a produção rural mais resiliente e sustentável.

Viva a agricultura familiar, um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz. Publicado dia: 10/03/2026.

Agroflor está entre as instituições beneficiadas pelo Projeto Da Terra à Mesa, garantindo implementos que fortalecerão a agroecologia na região.

No dia 23 de janeiro, na sede do SERTA (Serviço de Tecnologia Alternativa), foi celebrado um importante marco para o fortalecimento da agroecologia no estado de Pernambuco. O encontro reuniu estudantes do curso técnico em agroecologia do SERTA, agricultoras e agricultores familiares, representantes de associações e agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), em um momento coletivo de troca, reconhecimento e incentivo ao trabalho no campo.

A ocasião marcou a entrega de implementos agrícolas que contribuirão diretamente para a melhoria das condições de trabalho e da produção nos territórios rurais. A ação faz parte do Projeto Da Terra à Mesa, iniciativa que beneficiou mais de 1.600 famílias agricultoras, sendo executada pelo SERTA em parceria com a FETAPE, FETAG Alagoas, FETAG Paraíba e a COOATES, com financiamento do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Ao todo, foram distribuídos diversos equipamentos essenciais para o fortalecimento da produção agroecológica, entre eles: motocultivadores, roçadeiras, perfuradores de solo, ensiladeiras, carroças, tesouras e serrotes de poda, além de carros de mão. Esses instrumentos representam um avanço significativo na melhoria da infraestrutura produtiva, promovendo mais eficiência, segurança e qualidade no trabalho realizado pelas famílias agricultoras.

Mais do que a entrega de equipamentos, o momento simboliza o fortalecimento da autonomia, da dignidade e da qualidade de vida no campo, além de incentivar a sucessão rural, a valorização do conhecimento intergeracional e a permanência das pessoas na agricultura familiar, pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável dos territórios.

A Agroflor foi contemplada pelo projeto com os seguintes equipamentos: roçadeira, carro de mão, ensiladeira, perfurador de solo, kit de poda e carretinha de tratorito. Esses itens são fundamentais para apoiar o trabalho dos associados e associadas, contribuindo diretamente para o fortalecimento das atividades produtivas, a organização coletiva e o avanço da agroecologia na região.

Um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz.

Publicado dia: 02/02/2026.

2026 já inicia com o fortalecimento da convivência com o Semiárido por meio da Campanha Tenho Sede.

A Agroflor ficou responsável pela construção de 5 das 51 tecnologias sociais de acesso à água (a cisterna de 16 mil litros) que serão construídas por meio da Campanha Tenho Sede da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) neste primeiro trimestre de 2026. 

A campanha segue os mesmos procedimentos para a construção de tecnologias sociais que a ASA utiliza em seus processos, com a presença de ações, mobilizações e formações que reafirmam o compromisso com a construção permanente da convivência com o Semiárido brasileiro. As famílias selecionadas participaram do curso de manejo sustentável da água junto com as famílias do programa 1 milhão de cisternas, fortalecendo a integração entre os projetos e entre as famílias selecionadas. 

Mais do que um conceito, essa convivência é resultado de um trabalho cotidiano que articula políticas públicas, organização social e tecnologias sociais capazes de garantir dignidade e permanência das famílias no campo.

Ao longo dos primeiros meses deste ano, diversas iniciativas ganharão força nos territórios, com destaque para a ampliação do acesso à água por meio da construção de cisternas. Essas tecnologias seguem sendo fundamentais para assegurar o direito humano à água, sobretudo em um contexto marcado pelo agravamento dos efeitos das mudanças climáticas e pela irregularidade das chuvas.

Dentro das ações da Campanha Tenho Sede, estão previstas a construção de 51 novos reservatórios apenas no primeiro trimestre de 2026. As cisternas beneficiarão, prioritariamente, lares chefiados por mulheres e famílias com pessoas idosas, reforçando o cuidado com os grupos mais vulnerabilizados. Cada cisterna implantada representa muito mais do que infraestrutura, simboliza autonomia, segurança hídrica e fortalecimento comunitário.

Com mais de duas décadas de atuação, a Articulação Semiárido Brasileiro já construiu mais de um milhão de cisternas em todo o Nordeste e no norte de Minas Gerais. Para milhares de famílias, essas estruturas representam a única fonte segura de água. No entanto, a demanda ainda é grande, e o desafio de universalizar o acesso à água segue sendo uma prioridade. Sendo possível a doação de recursos para a Campanha Tenho Sede.

Apoie e compartilhe a Campanha Tenho Sede!

Site: tenhosede.org.br

PIX: [email protected]

Um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz. 

Publicado dia: 14/01/2026.

Agroflor participa entre os dias 25 a 28/11/2025 da oficina de monitoria pedagógica do programa cisterna nas escolas em Crateús no Ceará. 

A Oficina de Monitoras e Monitores Pedagógicos do Programa Cisterna nas Escolas da Articulação do Semiárido Brasileiro, realizada entre os dias 25 a 28 de novembro de 2025, no município de Crateús (CE), reuniu profissionais de instituições executoras de sete estados do Nordeste e do estado de Minas Gerais em um processo formativo estratégico. O encontro teve como objetivo aprofundar a compreensão das metodologias, responsabilidades e fluxos que estruturam os momentos formativos do programa, reafirmando a educação contextualizada e a convivência com o Semiárido Brasileiro como princípios orientadores de uma prática educativa comprometida com o território e com a vida.

Ao longo da oficina, foram consolidados entendimentos comuns sobre os quatro momentos formativos que compõem o Programa “Cisterna nas Escolas” — Encontro Territorial, Encontro com a Comunidade Local, Manejo Sustentável da Água na Escola e a Oficina de Educação Contextualizada — reforçando que a cisterna escolar não pode ser compreendida apenas como infraestrutura hídrica, mas como tecnologia social articulada a um projeto pedagógico. As reflexões destacaram que educar no Semiárido exige reconhecer o território como espaço de produção de saberes, identidades e soluções, superando visões estigmatizadas que historicamente reduziram a região à seca e à escassez.

Nesse sentido, a oficina reafirmou o papel histórico da Articulação Semiárido Brasileiro e das organizações da AP1MC (Associação Programa 1 Milhão de Cisternas) como referências na construção de políticas públicas de acesso à água e de educação para a convivência com o Semiárido. A educação contextualizada foi compreendida não como um conteúdo pontual ou um requisito contratual, mas como modo de vida e orientação permanente da ação educativa, desafiando modelos hegemônicos de escolarização desconectados da realidade social, ambiental e cultural das comunidades.

Um dos eixos mais relevantes do encontro foi o debate sobre gênero, que atravessou de forma transversal as discussões metodológicas e políticas. A expressiva participação de mulheres — agricultoras, educadoras, coordenadoras, cozinheiras escolares e lideranças comunitárias — evidenciou a centralidade do trabalho de cuidado e a necessidade de enfrentar desigualdades estruturais ainda presentes nos espaços de decisão. O reconhecimento das cozinheiras e merendeiras escolares como educadoras reforçou a compreensão de que as tecnologias sociais da água também são tecnologias de cuidado, fundamentais para a reorganização da vida cotidiana no campo.

Do ponto de vista pedagógico, os trabalhos em grupo destacaram a importância da integração entre escola e comunidade, do uso de metodologias ativas e da valorização dos saberes locais. A Oficina de Educação Contextualizada foi estruturada em módulos que articularam fundamentos conceituais, ações concretas e avaliação coletiva, demonstrando como diferentes áreas do conhecimento podem dialogar com a realidade do Semiárido — da matemática à biologia, da geografia à produção de alimentos. A visita técnica à Escola Família Agrícola (EFA) Dom Fragoso reforçou, na prática, a potência de uma educação ancorada no território, na agroecologia e na formação humana integral.

Como síntese, a oficina apontou que a educação contextualizada é uma prática contínua, que não se encerra com o fim de um projeto ou contrato, e que as instituições executoras têm responsabilidade na garantia de sua permanência. A cisterna na escola, quando articulada a um projeto educativo e civilizatório, amplia direitos, fortalece a soberania alimentar e reafirma a convivência com o Semiárido como horizonte ético, pedagógico e político. O desafio posto é assegurar que cada cisterna instalada representa não apenas acesso à água, mas também sentido, pertencimento e transformação social no cotidiano das comunidades escolares.

Redação: Glaydson Queiroz. 

Fontes: Anotações pessoais, materiais informativos da ASA Brasil e relatoria do evento oferecida pela equipe da AP1MC. 

Publicado dia: 22/12/2025.

Nova coordenação da Agroflor para o triênio 2026-2028 é eleita.

No dia 18 de dezembro de 2025, foi realizada na sede da Agroflor, a Assembleia Geral Ordinária da associação. O encontro teve como objetivo deliberar sobre pautas estratégicas para o fortalecimento institucional e a continuidade das ações desenvolvidas, com destaque para o processo de eleição da Coordenação e do Conselho Fiscal para o próximo triênio.

A assembleia contou com a participação expressiva de 64 associados e associadas, que acompanharam atentamente as discussões, contribuíram com encaminhamentos importantes e exerceram seu direito democrático ao voto, reafirmando o compromisso coletivo com a transparência, a participação social e a boa governança da entidade.

Para o processo eleitoral, foi inscrita uma única chapa, que obteve 55 votos favoráveis, além de 6 votos em branco e 3 abstenções. Com esse resultado, a chapa foi eleita e imediatamente empossada para conduzir a associação no próximo período.

Ficando a nova Coordenação Colegiada composta da seguinte forma:

Coordenação Colegiada:

  • Coordenadora Geral: Eliene Hermínio da Silva Pedro;
  • Coordenador Administrativo e Financeiro: João Ribeiro da Silva Filho;
  • Coordenador Pedagógico e de Acesso a Mercado: João Paulo Barboza de Sousa;
  • Coordenadora Suplente: Maria de Fátima da Silva Rocha e Silva.

O Conselho Fiscal ficou constituído pelos(as) associados(as):

  • Paula de Freitas Ferreira;
  • Pedro Custódio da Silva;
  • Rozilene Barboza da Silva.

Como suplentes do Conselho Fiscal, foram eleitos:

  • Ambrósio Lourenço da Silva;
  • Maria Pereira da Silva.

Além do processo eleitoral, a Assembleia Geral Ordinária também debateu outros temas relevantes para o funcionamento e a atuação da associação. Entre os assuntos abordados estiveram a prestação de contas das atividades realizadas no segundo semestre de 2025, a inclusão de novos associados, o fortalecimento das Organizações de Controle Social (OCS), bem como as demandas relacionadas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e às cozinhas solidárias.

Outro ponto de destaque foi a prestação de contas da emenda parlamentar destinada ao apoio à comercialização de produtos agroecológicos, reforçando o compromisso da Agroflor com a transparência na gestão dos recursos públicos e com o fortalecimento da agricultura de base agroecológica.

A realização da assembleia reafirma o papel da Agroflor como uma organização comprometida com a participação democrática, a gestão coletiva e o desenvolvimento sustentável, fortalecendo sua atuação junto às agricultoras e agricultores associados e às políticas públicas voltadas para a segurança alimentar e o acesso a mercados.

Um mundo melhor é possível.

Redação: Glaydson Queiroz.

Publicado dia: 18/12/2025.