Oficina fortalece produção de forragem e apoia agricultores familiares em Bom Jardim (PE).

No dia 23 de fevereiro, o Sítio Paquevira, localizado no município de Bom Jardim, recebeu uma oficina de produção de forragem realizada na propriedade do agricultor Elias. A atividade reuniu agricultores e agricultoras da região interessados em aprender técnicas que ajudam a garantir alimento para os animais, especialmente em períodos de estiagem.

A ação foi promovida pelo Programa de Desenvolvimento Territorial do Agreste Setentrional de Pernambuco em parceria com a Associação Agroflor, entidades que atuam no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento sustentável do território.

Durante a oficina, os participantes tiveram acesso a orientações teóricas e práticas sobre a produção de forragem, incluindo técnicas de cultivo, processamento e armazenamento. O objetivo principal foi mostrar alternativas que permitam aos agricultores garantir alimentação de qualidade para os animais ao longo do ano, reduzindo impactos causados por períodos de seca, comuns na região do Agreste pernambucano.

Entre os temas abordados estiveram:

  • Técnicas de produção e preparo da forragem;
  • Métodos adequados de armazenamento, como ensilagem e conservação do material;
  • Formas de utilização da forragem na alimentação animal, garantindo melhor aproveitamento nutricional.

Matérias-primas utilizadas:

Na atividade prática, foram utilizados milho e maniva de macaxeira, ingredientes bastante presentes na agricultura local e que podem ser transformados em forragem nutritiva para bovinos, caprinos e ovinos. Os participantes acompanharam todas as etapas do processo, desde o preparo do material até as formas de conservação.

Segundo os organizadores, o uso dessas culturas é uma alternativa acessível para os produtores, já que aproveita recursos disponíveis nas propriedades rurais, reduzindo custos com ração e fortalecendo a autonomia dos agricultores.

A oficina também teve como foco estimular a troca de experiências entre os produtores, valorizando o conhecimento local e incentivando práticas sustentáveis no campo. Iniciativas como essa contribuem para melhorar a produtividade, aumentar a segurança alimentar dos rebanhos e fortalecer a agricultura familiar na região.

Novas atividades formativas devem continuar sendo realizadas ao longo do ano, ampliando o acesso dos agricultores a tecnologias simples e eficientes que ajudam a tornar a produção rural mais resiliente e sustentável.

Viva a agricultura familiar, um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz. Publicado dia: 10/03/2026.

Agroflor está entre as instituições beneficiadas pelo Projeto Da Terra à Mesa, garantindo implementos que fortalecerão a agroecologia na região.

No dia 23 de janeiro, na sede do SERTA (Serviço de Tecnologia Alternativa), foi celebrado um importante marco para o fortalecimento da agroecologia no estado de Pernambuco. O encontro reuniu estudantes do curso técnico em agroecologia do SERTA, agricultoras e agricultores familiares, representantes de associações e agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), em um momento coletivo de troca, reconhecimento e incentivo ao trabalho no campo.

A ocasião marcou a entrega de implementos agrícolas que contribuirão diretamente para a melhoria das condições de trabalho e da produção nos territórios rurais. A ação faz parte do Projeto Da Terra à Mesa, iniciativa que beneficiou mais de 1.600 famílias agricultoras, sendo executada pelo SERTA em parceria com a FETAPE, FETAG Alagoas, FETAG Paraíba e a COOATES, com financiamento do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Ao todo, foram distribuídos diversos equipamentos essenciais para o fortalecimento da produção agroecológica, entre eles: motocultivadores, roçadeiras, perfuradores de solo, ensiladeiras, carroças, tesouras e serrotes de poda, além de carros de mão. Esses instrumentos representam um avanço significativo na melhoria da infraestrutura produtiva, promovendo mais eficiência, segurança e qualidade no trabalho realizado pelas famílias agricultoras.

Mais do que a entrega de equipamentos, o momento simboliza o fortalecimento da autonomia, da dignidade e da qualidade de vida no campo, além de incentivar a sucessão rural, a valorização do conhecimento intergeracional e a permanência das pessoas na agricultura familiar, pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável dos territórios.

A Agroflor foi contemplada pelo projeto com os seguintes equipamentos: roçadeira, carro de mão, ensiladeira, perfurador de solo, kit de poda e carretinha de tratorito. Esses itens são fundamentais para apoiar o trabalho dos associados e associadas, contribuindo diretamente para o fortalecimento das atividades produtivas, a organização coletiva e o avanço da agroecologia na região.

Um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz.

Publicado dia: 02/02/2026.

Agroflor participa entre os dias 25 a 28/11/2025 da oficina de monitoria pedagógica do programa cisterna nas escolas em Crateús no Ceará. 

A Oficina de Monitoras e Monitores Pedagógicos do Programa Cisterna nas Escolas da Articulação do Semiárido Brasileiro, realizada entre os dias 25 a 28 de novembro de 2025, no município de Crateús (CE), reuniu profissionais de instituições executoras de sete estados do Nordeste e do estado de Minas Gerais em um processo formativo estratégico. O encontro teve como objetivo aprofundar a compreensão das metodologias, responsabilidades e fluxos que estruturam os momentos formativos do programa, reafirmando a educação contextualizada e a convivência com o Semiárido Brasileiro como princípios orientadores de uma prática educativa comprometida com o território e com a vida.

Ao longo da oficina, foram consolidados entendimentos comuns sobre os quatro momentos formativos que compõem o Programa “Cisterna nas Escolas” — Encontro Territorial, Encontro com a Comunidade Local, Manejo Sustentável da Água na Escola e a Oficina de Educação Contextualizada — reforçando que a cisterna escolar não pode ser compreendida apenas como infraestrutura hídrica, mas como tecnologia social articulada a um projeto pedagógico. As reflexões destacaram que educar no Semiárido exige reconhecer o território como espaço de produção de saberes, identidades e soluções, superando visões estigmatizadas que historicamente reduziram a região à seca e à escassez.

Nesse sentido, a oficina reafirmou o papel histórico da Articulação Semiárido Brasileiro e das organizações da AP1MC (Associação Programa 1 Milhão de Cisternas) como referências na construção de políticas públicas de acesso à água e de educação para a convivência com o Semiárido. A educação contextualizada foi compreendida não como um conteúdo pontual ou um requisito contratual, mas como modo de vida e orientação permanente da ação educativa, desafiando modelos hegemônicos de escolarização desconectados da realidade social, ambiental e cultural das comunidades.

Um dos eixos mais relevantes do encontro foi o debate sobre gênero, que atravessou de forma transversal as discussões metodológicas e políticas. A expressiva participação de mulheres — agricultoras, educadoras, coordenadoras, cozinheiras escolares e lideranças comunitárias — evidenciou a centralidade do trabalho de cuidado e a necessidade de enfrentar desigualdades estruturais ainda presentes nos espaços de decisão. O reconhecimento das cozinheiras e merendeiras escolares como educadoras reforçou a compreensão de que as tecnologias sociais da água também são tecnologias de cuidado, fundamentais para a reorganização da vida cotidiana no campo.

Do ponto de vista pedagógico, os trabalhos em grupo destacaram a importância da integração entre escola e comunidade, do uso de metodologias ativas e da valorização dos saberes locais. A Oficina de Educação Contextualizada foi estruturada em módulos que articularam fundamentos conceituais, ações concretas e avaliação coletiva, demonstrando como diferentes áreas do conhecimento podem dialogar com a realidade do Semiárido — da matemática à biologia, da geografia à produção de alimentos. A visita técnica à Escola Família Agrícola (EFA) Dom Fragoso reforçou, na prática, a potência de uma educação ancorada no território, na agroecologia e na formação humana integral.

Como síntese, a oficina apontou que a educação contextualizada é uma prática contínua, que não se encerra com o fim de um projeto ou contrato, e que as instituições executoras têm responsabilidade na garantia de sua permanência. A cisterna na escola, quando articulada a um projeto educativo e civilizatório, amplia direitos, fortalece a soberania alimentar e reafirma a convivência com o Semiárido como horizonte ético, pedagógico e político. O desafio posto é assegurar que cada cisterna instalada representa não apenas acesso à água, mas também sentido, pertencimento e transformação social no cotidiano das comunidades escolares.

Redação: Glaydson Queiroz. 

Fontes: Anotações pessoais, materiais informativos da ASA Brasil e relatoria do evento oferecida pela equipe da AP1MC. 

Publicado dia: 22/12/2025.

Projeto um piso para todos chega para promover moradia digna na zona rural de Bom Jardim – PE. 

O projeto um piso para todos da Habitat, que possui como parceiro executor a Agroflor e financiamento da Wesco, chegou à zona rural do município de Bom Jardim – PE para trazer melhorias habitacionais com a inclusão de piso cerâmico nas residências.

Foram 10 famílias atendidas pelo projeto nas comunidades rurais de Pau Santo e Covoco, em Bom Jardim. Construindo não apenas estruturas, mas comunidade, resiliência e inovação. O projeto acredita que o lar é o ponto de partida para construir uma vida de dignidade, segurança e oportunidades.

A Habitat for Humanity é uma organização não governamental global, sem fins lucrativos, especializada na construção e melhoria de moradias populares para famílias de baixa renda. Tendo como missão a crença de que todas as pessoas merecem um lugar digno para se viver.

Alguns depoimentos como o de Patrícia, do Sítio Covoco, fala “As roupas ficavam muito sujas pela poeira, hoje em dia a cerâmica facilita muito a vida, na limpeza da casa e nos cuidados”, ou ainda a fala de Eldis Silva, do Sítio Pau Santo, “Estou muito satisfeito, facilitou muito a vida daqui de casa, espero que muito mais famílias possam ter esse benefício”.

Um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz. Publicado dia: 27/10/2025.

Oficina de Biofertilizante e Canteiro Econômico, do PRODETER, é realizada em João Alfredo.

No dia 22/10/2025 a Agroflor esteve marcando presença na oficina de Biofertilizante e Canteiro Econômico, promovida dentro das atividades do PRODETER, o Programa de Desenvolvimento Territorial do Agreste Setentrional de Pernambuco, a atividade ocorreu no Sítio Lagoa Funda, localizado no município de João Alfredo.

O momento contou com agricultores e agricultoras locais e membros(as) contribuintes do PRODETER, sendo de extrema importância a inclusão de novas tecnologias para melhoria da produção no campo, fortalecendo a agricultura local.

A Agroflor contribui com o Programa de Desenvolvimento Territorial do Agreste Setentrional de Pernambuco desde a sua implementação, sendo O PRODETER um programa do Banco do Nordeste voltado ao desenvolvimento territorial local, com foco na estruturação e fortalecimento de cadeias produtivas, economia solidária, agricultura familiar, tecnologias sociais e arranjos produtivos em regiões territoriais específicas. 

No Agreste Setentrional de Pernambuco, o PRODETER atua por meio de Planos de Ação Territorial (PAT), mobilização de agentes econômicos, capacitação, inovação, cooperação entre atores locais e acesso a financiamentos.

Viva a agricultura familiar, um mundo melhor é possível!

Redação: Glaydson Queiroz. Publicado dia: 24/10/2025.

Agroflor destina 66,5 toneladas de alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no ciclo 2023/2024.

Instituído pela Lei nº 10.696/2003 o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) surge com a missão de promover o fortalecimento da agricultura familiar através da geração de empregos e diversificação das formas de renda, atuando na redução da insegurança alimentar e nutricional, além de possibilitar o acesso a alimentos de qualidade aqueles que mais precisam.

Desde 2008 a Associação dos Agricultores(as) Agroecológicos de Bom Jardim (AGROFLOR), localizada na região do Agreste Setentrional de Pernambuco, atua em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) na manutenção do programa na região, possibilitando o acesso a alimentos de qualidade a populações em situação de vulnerabilidade social.

Os alimentos são oriundos dos agricultores e agricultoras da região que juntos conseguem destinar todos os anos toneladas de alimentos agroecológicos ao programa. No ciclo 2023/2024 foram destinados cerca de 66,5 toneladas de alimentos ao programa. As culturas agrícolas possuem como destino a central de recolhimento no Banco de Alimentos do Sesc (Serviço Social do Comércio) em Recife e o CRAS do município de Bom Jardim, responsáveis pela destinação final ao público-alvo do programa.

Entre as culturas que a associação destina ao programa estão: Abacate, jerimum, alface, banana, batata doce, cebolinha, coentro, couve, laranja, limão, milho, quiabo, raiz de macaxeira e tangerina.

Dessa forma, a soberania alimentar, que é entendida como o direito dos povos definirem as suas próprias políticas alimentares com foco na produção, distribuição e consumo de alimentos sustentáveis e diversos é garantida no Estado.

Um mundo melhor é possível, viva a agricultura familiar! 

Redação: Glaydson Queiroz. Publicado dia: 13/10/2025.